JOGAMOS: Warhammer 40,000: Mechanicus II

Warhammer 40,000: Mechanicus II consegue expandir muito bem as ideias do primeiro jogo e entrega uma experiência tática extremamente viciante, principalmente para quem gosta de jogos no estilo XCOM. A sequência coloca Adeptus Mechanicus e Necrons em conflito direto pelo controle de um planeta tomado por uma guerra tecnológica brutal, com duas campanhas diferentes e estilos de jogo bem distintos entre as facções. Mesmo quem nunca jogou o primeiro Mechanicus ou não conhece muito do universo Warhammer consegue entender a proposta rapidamente.

O grande destaque continua sendo o combate por turnos. As batalhas são rápidas, estratégicas e exigem planejamento constante, principalmente no gerenciamento de posicionamento, habilidades e composição das tropas. Os Necrons têm uma abordagem muito mais agressiva e destrutiva, enquanto o Mechanicus depende mais de cobertura, controle de terreno e gerenciamento de recursos. O jogo também adiciona uma camada estratégica fora das missões, com controle de regiões, administração de tropas e decisões que afetam o rumo da campanha.

20260523143819_1-1024x432 JOGAMOS: Warhammer 40,000: Mechanicus II

Visualmente o jogo é bonito e extremamente fiel ao universo Warhammer 40,000, mesmo sem ser um título impressionante tecnicamente. A direção de arte faz muito do trabalho pesado aqui, junto da trilha sonora absurda composta novamente por Guillaume David, que praticamente carrega parte da identidade do jogo nas costas. A ambientação consegue transmitir perfeitamente aquela sensação fria, mecânica e quase religiosa do Adeptus Mechanicus, enquanto os Necrons passam aquela presença antiga e inevitável típica da raça.

Nem tudo funciona tão bem quanto no primeiro jogo. Mechanicus II é mais linear e reduz bastante a sensação de liberdade em comparação ao original. A exploração praticamente desapareceu e a customização da equipe também foi simplificada. Agora existe menos liberdade para criar composições absurdas de Tech-Priests como antes, o que pode decepcionar quem gostava de builds muito quebradas do primeiro game. Ainda assim, o jogo oferece escolhas suficientes durante a campanha e nas missões para manter a experiência estratégica interessante do começo ao fim.

Joguei em uma RTX 4060 Ti, em monitor Ultrawide, e mesmo sendo um jogo que não impressiona tanto graficamente, ele exige bastante do PC em alguns momentos. Precisei fazer ajustes pontuais nas configurações para conseguir manter uma experiência satisfatória em 60 FPS. Tirando isso, fiquei muito surpreso positivamente com o resultado final. Mechanicus II entrega um combate tático excelente, ótima ambientação e uma campanha envolvente, sendo facilmente um dos jogos de estratégia mais interessantes dentro do universo Warhammer nos últimos anos.

Review em análise, após horas iniciais de jogo. Uma cópia do jogo foi concedida para análise.

Fã de um pouco de tudo da cultura pop: cinema, games, animes, HQs e criador do Expresso Nerd

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