Resonance: A Plague Tale Legacy – Review
O terceiro título de uma franquia razoavelmente consagrada pela Asobo Studios, Resonance: A Plague Tale Legacy vem com o objetivo de trazer um novo frescor a saga, com uma personagem já conhecida, mas voltando um pouco no passado para contar sua história, com um novo sabor aplicado na sua gameplay.
Depois de um segundo jogo da série focado em stealth e um pouco de ação, a Asobo apostou nessa vez em um título que descamba diretamente em combates e setpieces. Se Amicia, mesmo corajosa e determinada, tinha suas limitações para enfrentar inimigos, a nossa protagonista Sophia, nascida em uma vila de piratas, não tem medo de sair na briga com os adversários, e mostrar todas suas habilidades treinadas desde a infância.
E essa mudança de abordagem funciona melhor do que eu esperava. Sophia é uma protagonista que combina muito mais com esse estilo de jogo, principalmente pela maneira como o combate foi construído. Ataques, esquivas, bloqueios e parries fazem parte de confrontos mais diretos, deixando de lado boa parte daquela necessidade constante de se esconder dos inimigos. O sistema não chega a ser complexo, mas é responsivo e bastante divertido, principalmente nos confrontos menores.
Por outro lado, essa escolha também traz alguns problemas. Depois de algumas horas, o combate começa a ficar repetitivo pela pouca variedade de inimigos e situações. Existem momentos em que o jogo coloca vários adversários ao mesmo tempo e o sistema não lida tão bem com isso, tornando alguns golpes difíceis de prever. Ainda assim, não chega a comprometer a experiência, principalmente porque Resonance entende que o combate é apenas uma parte da sua estrutura.
Os puzzles acabam sendo uma das melhores surpresas. A utilização da esfera minoica e da manipulação da luz cria alguns desafios interessantes, que fazem você realmente prestar atenção no cenário. A exploração também funciona bem, com caminhos secundários e alguns segredos espalhados pela ilha. É uma experiência relativamente linear, mas que recompensa quem não simplesmente segue o marcador do objetivo até o fim.
E se tem uma coisa que continua impressionando é o trabalho técnico da Asobo. Resonance é um jogo muito bonito, com cenários extremamente detalhados, uma direção de arte excelente e uma ambientação que combina muito bem a Europa medieval com a mitologia minoica. A trilha sonora também merece destaque, ajudando bastante nos momentos de tensão e nas cenas mais importantes da história.
Falando justamente da história, é aqui que o jogo pode dividir um pouco mais as opiniões. A jornada de Sophia é interessante e consegue criar bons momentos, mas não tem o mesmo impacto emocional que encontramos principalmente em Requiem. Alguns personagens poderiam ter recebido mais tempo para serem desenvolvidos, e determinadas partes da narrativa passam rápido demais. Ao mesmo tempo, quem já conhece a franquia vai encontrar várias conexões importantes com os acontecimentos anteriores, principalmente envolvendo a Macula e o legado por trás de tudo isso.
No fim, Resonance: A Plague Tale Legacy é uma experiência que acerta justamente por não tentar repetir os dois jogos anteriores. A Asobo mudou bastante a fórmula, colocou Sophia em uma aventura mais focada em combate e exploração e conseguiu entregar um jogo que ainda parece pertencer ao universo de A Plague Tale. Não considero que ele supere Requiem em história ou impacto emocional, mas é um ótimo spin-off, com uma protagonista carismática, uma ambientação fantástica e uma gameplay que, apesar de alguns problemas, funciona muito bem. Para quem já gosta da franquia, é uma jornada que vale a pena conhecer.
Essa foi uma review patrocinada pelo próprio Expresso Nerd, para produção de conteúdo. Testamos o jogo em uma RTX 4060 TI e RYZEN 5600, 32GB de memória, na resolução ultrawide 2560x1080p, sem problemas técnicos a comentar. O jogo possui uma ótima versão em português, com legendas apenas.




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