A paz não é uma escolha em DIPLOMACY IS NOT A OPTION

Diplomacy is Not an Option chegou à versão 1.0 depois de ficar em acesso antecipado desde 2022, e o resultado é um híbrido bem amarrado entre RTS, tower defense e gerenciamento de cidade medieval. O jogador assume o papel de um lorde que precisa equilibrar economia, construção e defesa enquanto ondas de inimigos, que passam de centenas a dezenas de milhares ao longo da partida, avançam sobre o castelo. A campanha ainda traz uma camada narrativa cômica, com decisões que definem se você reprime a revolta camponesa ou se junta a ela, o que muda o rumo de algumas fases.

O núcleo do jogo funciona bem. A economia gira em torno de madeira, pedra, ferro, comida e ouro, além dos cristais de alma que alimentam um sistema de magia com feitiços de cura, invocação e ataques em área. A construção de muralhas, torres, valas e funis de contenção é onde a estratégia realmente acontece, já que posicionar mal as defesas custa caro quando as hordas chegam. A variedade de modos, incluindo campanha, modo sem fim, sandbox, desafios e um editor de mapas, garante bastante conteúdo depois da história principal, que sozinha já passa de 20 horas.

O visual low poly e cartunesco agrada de forma unânime entre quem jogou. É simples, mas funcional, transmite bem o caos das batalhas grandes e combina com o tom de humor que o jogo carrega, inclusive na forma como trata a figura do rei e da nobreza.

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O ponto mais discutido é o equilíbrio de dificuldade. Vários jogadores relatam que a curva de dificuldade escala de forma abrupta, com picos que obrigam a recomeçar fases inteiras, mesmo nos níveis mais fáceis, o que torna a experiência frustrante para quem está começando no gênero. Ao mesmo tempo, análises mais técnicas apontam que a inteligência artificial dos inimigos no modo normal é limitada, já que as tropas insistem em atacar pontos fortes da defesa e ignoram brechas óbvias. Ou seja, o desafio vem muito mais do volume de inimigos do que da inteligência com que eles atacam, o que explica reclamações opostas: para uns o jogo é punitivo demais, para outros a IA facilita mais do que deveria em partidas bem jogadas.

No fim, Diplomacy is Not an Option entrega um loop de gerenciamento e defesa satisfatório, com identidade visual própria e conteúdo suficiente para longas horas de jogo, mas ainda precisa ajustar a curva de dificuldade e o comportamento dos inimigos para que o desafio seja consistente do início ao fim.

Fã de um pouco de tudo da cultura pop: cinema, games, animes, HQs e criador do Expresso Nerd

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