JOGAMOS: Killing Floor 3

Imagina algo como DOOM misturado com Left 4 Dead? Bem, talvez essa seja uma forma de começar a falar sobre o que é Killing Floor 3.

A franquia da Tripwire Interactive nasceu lá atrás como um mod para Unreal Tournament 2004, ganhou vida própria e se consagrou no PC pela violência gráfica, trilha sonora pesada e um loop de jogabilidade cooperativa extremamente viciante. Agora, em seu terceiro capítulo, a série dá um salto temporal de cerca de 70 anos para nos transportar até 2091, colocando os jogadores no papel de especialistas da Nightfall, a última linha de resistência contra os exércitos de Zeds da megacorporação Horzine.

Recebemos uma chave para testar o título no PC e trazemos aqui nossas primeiras impressões após as rodadas iniciais de gameplay.

O que funciona logo de cara

Nessas primeiras horas de partida, fica claro que o núcleo da jogabilidade continua afiado. A transição da franquia para a Unreal Engine 5 trouxe um salto estético visível: o visual das criaturas está mais intimidador, os cenários são ricos em detalhes e o clássico sistema de gore (M.E.A.T.) continua entregando uma carnificina visual satisfatória a cada horda derrotada.

O ritmo do combate se tornou visivelmente mais dinâmico. O jogo incentiva o movimento constante, exigindo que a equipe circule pela arena para sobreviver. Outro acerto importante no design dos mapas é a presença de armadilhas ambientais, como ventiladores industriais e canos de ácido, que adicionam um componente tático importante para controlar grandes grupos de inimigos. Os Zeds, por sua vez, ganharam novos comportamentos e variações de ataque que exigem atenção redobrada do esquadrão, mantendo a adrenalina em alta do começo ao fim da rodada.

Onde o jogo escorrega

Apesar do combate empolgante, alguns tropeços de início de jornada são evidentes. O ponto mais incômodo nessas primeiras impressões no PC é a constante compilação de shaders, um processo frequente que acaba tirando um pouco da fluidez antes de entrar nas partidas. Por ter migrado para a Unreal Engine 5, o título exige consideravelmente mais da máquina em comparação ao jogo anterior, cobrando um hardware mais parrudo para entregar todo o seu potencial gráfico.

Além disso, a sensação imediata é de um título que chegou ao mercado precisando de mais tempo de desenvolvimento. A quantidade inicial de mapas e armas parece reduzida para os padrões da franquia, dando a impressão de um produto ainda em estágio inicial de conteúdo. O lado artístico das fases também divide opiniões, apostando em uma iluminação futurista que por vezes perde o tom sombrio e opressivo que caracterizava os jogos anteriores.

Veredito Inicial

Killing Floor 3 não é o desastre que parte das críticas mais inflamadas faz parecer, mas também não teve um lançamento impecável. O núcleo da jogabilidade é extremamente divertido, as mecânicas de tiro funcionam muito bem em grupo e o combate entrega a intensidade que se espera da marca.

Para quem busca um jogo de tiro cooperativo frenético para curtir com os amigos no PC, o título entrega uma boa dose de diversão e vale a pena. Contudo, a recomendação vem com ressalvas: a Tripwire precisará manter o ritmo de atualizações para otimizar esse processo de shaders e expandir a variedade de conteúdo se quiser garantir a longevidade que consagrou os capítulos anteriores.

Fã de um pouco de tudo da cultura pop: cinema, games, animes, HQs e criador do Expresso Nerd

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