Review: Warriors Abyss

Warriors: Abyss marca uma mudança ousada para a tradicional franquia da Koei Tecmo ao combinar a ação em larga escala dos jogos Warriors com elementos de roguelike e visão isométrica. Lançado de surpresa, o título coloca o jogador no controle de guerreiros históricos em uma jornada pelo inferno, enfrentando ondas incessantes de inimigos com o objetivo de avançar o máximo possível a cada tentativa. A narrativa existe de forma simples e funcional, servindo mais como pano de fundo para a ação do que como um elemento central da experiência.

A estrutura do jogo segue o padrão do gênero roguelike. Cada corrida é composta por mapas progressivos, com chefes ao final de cada área e um confronto definitivo no encerramento da campanha. Ao longo das tentativas, o jogador coleta recursos que permitem desbloquear personagens, melhorias e novas possibilidades de jogo. Atualmente, o elenco ultrapassa a marca de 100 personagens jogáveis, todos vindos das séries Dynasty Warriors e Samurai Warriors, oferecendo uma variedade significativa de estilos de combate.

Um dos grandes destaques está no sistema de builds. Durante as runs, é possível escolher heróis de suporte que concedem bônus específicos, como aumento de dano, defesa, velocidade de recarga de habilidades ou aplicação de elementos como fogo e gelo. Além dos atributos individuais, existem sinergias baseadas em facções e organizações, incentivando a criação de equipes estratégicas e bem planejadas. Esse sistema dá profundidade às partidas e garante que cada tentativa tenha características próprias.

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A progressão também se estende aos personagens individualmente. Conforme são utilizados, eles acumulam níveis permanentes, e a cada 50 níveis recebem bônus fixos de ataque e defesa. Esse sistema favorece o investimento a longo prazo em personagens específicos, sem quebrar o equilíbrio do jogo, já que o ganho de poder exige bastante tempo e dedicação. Ainda assim, jogadores que preferem desafios mais intensos podem aumentar a dificuldade para evitar qualquer sensação de facilidade excessiva.

No aspecto técnico, Warriors: Abyss apresenta desempenho sólido, inclusive em sistemas mais modestos. O jogo é leve, bem otimizado e oferece suporte a altas taxas de quadros, chegando a 120 FPS em configurações adequadas. No entanto, a ausência de legendas em português é um ponto negativo relevante para nós brasileiros, que já vemos tantos títulos variados chegando com nosso idioma.

Entre os defeitos, destacam-se a longevidade relativamente curta quando comparada a outros roguelikes mais robustos do mercado e o sistema de desbloqueio de armas, que exige um alto nível de repetição. Além disso, alguns chefes apresentam picos de dificuldade e mecânicas consideradas frustrantes, como regeneração excessiva de armadura. O reaproveitamento de assets de jogos anteriores da franquia também pode incomodar, especialmente levando em conta o preço fora de promoções.

No geral, Warriors: Abyss é uma experiência positiva e divertida, especialmente para fãs da franquia Warriors e para jogadores que apreciam roguelikes focados em ação. Apesar das limitações narrativas e de alguns problemas de balanceamento, o jogo compensa com um sistema de combate envolvente, enorme variedade de personagens e liberdade para experimentar builds. Não é um título que redefine o gênero, mas representa um passo interessante de experimentação para a série, entregando dezenas de horas de ação intensa com ressalvas que não comprometem o conjunto.

Review escrita por nosso colaborador IPPO.

Fã de um pouco de tudo da cultura pop: cinema, games, animes, HQs e criador do Expresso Nerd

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